Henryk Szeryng plays Bach Partita No.3 (Prelude)
Essa é - de longe - minha versão favorita. Um dia explico, com o dinheiro do bolsa-violino, que o impronunciável Szeryng, além de alongar as notas, consegue a transição sutil e dramática entre os graves e agudos com perícia de um obstetra. A versão inteira, carregada de paixão (paixão! paixão! paixão) não tem excessos de pressa, nem de malemolências, - a acurácia dos agudos me faz lembrar as batalhas com armas brancas. Cada golpe (golpe!) é como nano-tauromaquia. A partir de 0:39seg é como se cada grau do sol fosse condensado em suas digitais.
Tenho vontade de ouvir isso o dia inteiro até enloquecer o prédio inteiro e ser lançado do quinto andar com a corda mi enrolada em meu pescoço.